MPB: raízes e antenas conectadas

8 04 2009

Carlos Calado

A imagem profética de uma nova atitude musical na cena brasileira atual chegou a público no início dos anos 90. Usando uma antena parabólica enfiada na lama como símbolo do movimento Mangue Beat, os músicos das bandas pernambucanas Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A apontaram o caminho para a superação de uma polêmica que marcou a cultura nacional durante o último século: para dialogar com a música de outros países, o brasileiro deve abrir mão de suas raízes? Misturando ritmos regionais, como o maracatu, a ciranda e a embolada, com hip-hop, funk e hardcore, além de eletrificar as cordas do tradicional cavaquinho, a resposta dos “mangue boys” não deixava qualquer dúvida.

Se a consciência de que raízes e antenas devem estar conectadas é flagrante nos trabalhos musicais de muitos artistas brasileiros da atualidade, vale lembrar que nem sempre foi assim. No final dos anos 50, a Bossa Nova de João Gilberto e Tom Jobim, principal cartão de visitas da música brasileira no mundo, foi acusada de desfigurar o samba tradicional por meio da influência do jazz norte-americano. Uma década depois, a Tropicália de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé tentou superar essa polarização, operando uma intervenção crítica na cultura do país. Musicalmente, sintonizou-se com o pop internacional da época, utilizando instrumentos eletrificados e procedimentos da música contemporânea, mas sem abrir mão de ritmos e outros elementos regionais. Ou seja, ligou as antenas, sem abandonar as raízes mais características de nossa cultura.

A ação inovadora dos tropicalistas não impediu que o debochado Raul Seixas, um ícone do rock brasileiro, declarasse com ironia, em 1976: “Essa história de procurar raízes é uma bobagem. As únicas raízes que eu conheço são de amendoim e mandioca”. Não foi muito diferente a concepção da maioria das bandas e artistas ligados ao pop-rock brasileiro, que dominou o cenário musical do país, nos anos 80. Com raras exceções, essa produção musical ficou relegada apenas ao público brasileiro. Afinal, por que cópias mal disfarçadas do rock britânico da época, com letras em português, interessariam a plateias de outros países?

Uma nova visão estética se estabeleceu ao longo dos anos 90, reconhecível em vários gêneros de música produzida no país. Na chamada MPB (a corrente central da música popular brasileira), por exemplo, uma geração de compositores e intérpretes (não necessariamente estreantes), como o pernambucano Lenine, o paraibano Chico César, o maranhense Zeca Baleiro ou a banda carioca Pedro Luis e a Parede, concretizou em seus trabalhos (mesmo sem essa intenção), duas décadas depois, a essência do projeto tropicalista. Esses artistas perceberam que a melhor maneira de soar global é valorizar o que se possui de local, de regional. Seguindo esse princípio, tudo é válido: misturar ritmos do Nordeste com drum’n’bass e outros estilos da nova música eletrônica, injetar hip-hop e rap na tradição da batucada brasileira.

Se, em décadas anteriores, a ideia de preservar as raízes da música brasileira chegou a ser tratada com descaso ou mesmo preconceito, em nome de uma aparente modernidade, os anos 90 contribuíram para que esse ponto de vista fosse questionado. Exemplo revelador de um trabalho que prioriza as raízes brasileiras, sem cair no folclorismo acadêmico, é do grupo paulista A Barca, que desde 1998 viaja pelo país para resgatar ritmos e recriar danças praticadas em festas populares, como o jongo, o carimbó, o coco e o samba de roda, entre outros. Ainda nessa linha, também se pode citar o grupo brasiliense Casa de Farinha e a cantora e compositora mineira Consuelo de Castro.

Nos últimos anos, essa vontade de identificar manifestações que não frequentam as rádios, TVs ou outros meios da indústria musical tem estimulado projetos de mapeamento, permitindo que as plateias dos grandes centros urbanos possam conhecê-las e desfrutá-las. O mais ambicioso deles é “Música do Brasil” (2000), idealizado e conduzido pelo antropólogo Hermano Vianna, que cruzou o país durante um ano, transformando em série de especiais de TV e uma caixa de quatro CDs (Abril Music) os sons e imagens de mais de cem grupos e bandas de diversos estilos musicais, em cerca de 80 cidades do país. Assim registrou-se o coco de Alagoas, o cururu de Mato Grosso, a sambada de Pernambuco e o batuque do Amapá, entre inúmeras manifestações inéditas para o resto do país.

Se, no “Música do Brasil”, as gravações foram agrupadas por afinidades temáticas, o critério da Cartografia Musical Brasileira (2000/2001) ― projeto coordenado pelo músico Benjamim Taubkin e produzido pelo Itaú Cultural ― foi geográfico. A partir de cerca de 1700 inscritos foram selecionados 78 trabalhos de dez regiões brasileiras. Na caixa de 10 CDs, editada com duas ou três faixas de cada selecionado, puderam tornar-se mais conhecidos pelo país alguns dos artistas e grupos mais inovadores da música brasileira atual, como o grupo paulista de percussão corporal Barbatuques, a banda mineira de black music Berimbrown, o guitarrista paraense Pio Lobato, o grupo sergipano Lacertae, ou a compositora carioca Suely Mesquita, entre outros.

Vale mencionar também o projeto de mapeamento Bahia Singular e Plural, coordenado pelo etnomusicólogo Fred Dantas, que já resultou na gravação em campo de 92 manifestações do folclore baiano, reunidos em uma coleção de seis CDs (com outros programados em seguida). Assim pôde ser mais socializado o acesso a cantos de trabalho, sambas de roda, reisados, folias, cantos de lavagem e outros preciosos gêneros e aspectos musicais de origem essencialmente popular da Bahia. Iniciativas como essa certamente vão funcionar como preciosos arquivos, tanto de informações musicais, como de material sonoro para ser utilizado em novas criações de músicos e “samples” para DJs.

Embora menos abrangente, o projeto Orgânico Sintético (Muquifo Records) também não deixa de ser um mapeamento sonoro. Compilação realizada pelo produtor paulista Dudu Marote, reúne num CD duplo 24 dos artistas, DJs e produtores mais criativos da cena da música eletrônica brasileira, passando até pelo hip-hop e pela MPB mais contemporânea, como a rapper Nega Gizza, o compositor Jupiter Apple e os DJs Dolores (de Recife), Anvil X (de Belo Horizonte) e Flu (de Porto Alegre), além de veteranos nessa área. Gênero que se expandiu com força e variedade impressionantes, a música eletrônica já ultrapassou há anos a fase inicial de modismo circunscrito a clubes noturnos do eixo São Paulo-Rio, tomando conta do país. Provas disso são as associações e cooperativas de DJs e produtores, que têm surgido em várias regiões, como o Pragatecno (criado em 1998), que se define como um “núcleo de e-music no Norte-Nordeste” e reúne DJs de várias capitais, ou a Zootek, pioneira cooperativa de bandas eletrônicas brasileiras, com sede em Curitiba.

Não propriamente um mapeamento, a série A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes oferece um rico panorama de nossa música popular no último século. Produzida por Pelão e editada pelo SESC São Paulo, reúne gravações e transcrições de depoimentos, realizados originalmente por Fernando Faro para seus programas de TV. Até agora a série destaca 75 CDs e seis livros com compositores, cantores e instrumentistas de vários gêneros urbanos, do samba de raiz à chamada MPB, incluindo também algumas manifestações regionais.

Muitos outros exemplos poderiam ser extraídos de vários segmentos da atual produção musical do país, seja a black music, o pop ou a música instrumental, que confirmam uma mesma atitude: o músico brasileiro afinado com a cena global sabe que raízes e antenas são fontes de igual valor.

Texto originalmente públicado em Digestivo Cultural

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Dá uma olhada em algumas sugestões de jornalismo cultural

28 08 2008

Hoje o texto é mais um conjunto de indicações de blogs que tratam de jornalismo cultural. Em dúvidas sobre o que escrever o autor acessa a comunidade Jornalismo Cultural do Orkut, em busca de um tema legal, e acha estes dois blogs.

O primeiro é o “Alacazum”. O blog traz crônicas, poesias e outros textos relacionados à cidade de Valença – BA. o blog da escritora Celeste Martinez traz também referências a personagens históricos de filmes e de desenhos animados. Além disso o Alacazum traz também notícias relacionadas à vida animal e também sobre turismo.

O outro exemplo é o “Texto Vivo”. O site é da Academia Brasileira de Jornalismo Literário. A academia é uma ONG focada no desenvolvimento de metodologias e técnicas que possam contribuir para a melhoria da qualidade da reportagem na imprensa brasileira e para a formação de autores de narrativas de não-ficção. No site é possível encontrar vários exemplos de jornalismo literário atualmente no Brasil.

Para conhecer mais a respeito dos site veja o Alacazum em http://alacazum.blogspot.com/ e sobre o texto vivo em http://www.textovivo.com.br/

Carlos Rocha





Leia a Bula

16 07 2008

A meta era encontrar uma revista cultural na internet para poder falar dela para esta revista. Encontro a Revista Bula, com um expediente composto por oito pessoas, e muita coisa boa de cultura como a entrevista como o escritor Mia Couto. Certo, pergunta: Quem é Mia Couto?

Mia Couto é moçambicano e um dos autores de língua portuguesa mais conhecidos. Ele esteve no Brasil no ano passado participando da Feira Literária de Paraty. Na matéria presente na Revista Bula, ele trata do seu novo romance e das mudanças na língua portuguesa, que vão acontecer no ano que vem. “A língua portuguesa deu-nos uma certa afinidade histórica. Aqui na língua temos que ter algum cuidado, porque se queremos construir uma família, uma comunidade… Temos que pensar que alguns moçambicanos, alguns angolanos e alguns guineenses, não falam português”, disse Mia Couto a respeito da mudança.

Sobre a disputa entre Brasil e Portugal com relação ao acordo ortográfico, Mia Couto evita se posicionar, mas fala do Brasil. Mia Couto entretanto cutuca o acordo. “Eu nunca tive problemas em ler livros brasileiros. A grafia ligeiramente diferente não me faz confusão. O Brasil lê os meus livros e lê os livros da Paulina Chiziane sem problema nenhum”, comentou sobre o Brasil. “Não faço guerra contra o acordo mas não sou a favor dele. Eu acho que o importante era discutir outras coisas que nos afastam e mantêm o enorme desconhecimento que há entre nós.”, disse.

Para ver a entrevista de Mia Couto e mais sobre a revista bula clique aqui.





Loucura iluminada

13 06 2008

Publicado pela primeira vez no Brasil, pela editora Aleph, “Valis” é uma das últimas obras de Philip K. Dick, escrita em 1978 e editada em 1981. Nesta publicação, o famoso escritor de ficção científica explora uma mistura incomum na literatura: um tratado teológico fantasioso, metafísica galáctica, dominação mundial e pedaços da vida real de Philip K. Dick.

A história nasce a partir de um acontecimento pessoal do escrito, quando ele passou a ter estranhas visões proféticas em 1974. Para transpor isto, Dick ser recria em suas páginas através da máscara de Horselover Fat, ele mesmo escondido sob sua confusão mental em tentar revelar a grande verdade do universo através da exegese [que realmente existe e deve publicada por inteiro em alguns anos].

E é através deste livro que chego à conclusão da vida confusa que Dick levava. Inconformado com os desfechos pessoais, e da incapacidade de discerni a dualidade com a qual encarava a vida, diante de uma realidade ambígua e inconstante. Primeiro um drogado, que gritava contra ao real e afirmava a impossibilidade de atestar o que seria ilusão ou não.

Depois, por conta das drogas ou não, ele mergulha numa espiral psicodélica de ser um mensageiro de um deus esquecido, que representaria o puro conhecimento, vindo de uma outra dimensão para curar a insanidade de seu irmão-universo [sim, é esse o tema de todo livro, onde Horselover é um fanático por uma religião esquecida].

Há ainda um filme obscuro com líderes de torcida, por onde se traria em suas entrelinhas visuais a grande verdade sobre o universo, amigos confusos entre conversas do dia-a-dia, roqueiros messiânicos, um bebê profeta e referências religiosas escrotas [escrotas mesmo!], que misturam catolicismo, mitos pop e seja-lá-o-que-mais! Ainda há aquele ar melancólico de suicidas natos, desgarrados em ilusões de grandiosidade, que se topam de drogas e viram vampiros da vida alheia. Uma salada irreal de personagens que tentam colocar ordem no cotidiano banal de suas vidas.

O livro poderia ser até um porre, um chute na paciência humana com suas longas discussões que parecem não desaguar em lugar algum [apenas parecem]. Mas Philip sabe escrever, e como! Seus diálogos, apesar de cotidianos e banais, nunca cansam, sempre intrigam. Em suas colocações, por mais idiotas que pareçam, ele sempre as desenha com um olhar crítico sobre os personagens – que são todos baseados na vida real. A todo instante ele próprio se vigia, e acredita, mesmo curado, que uma verdade rasteja sobre seu passado messiânico.

O duro é saber o quão verdadeiras podem ser suas fontes históricas e teológicas.

A quem interessar, scans em inglês da versão de Robert Crumb sobre a visão de Dick que inspirou a obra [e meu primeiro contato com o assunto há uns anos atrás].
http://www.philipkdickfans.com/weirdo/weirdo1.htm

Por Dario Mesquita





O novo de novo, e sobre um skate

8 06 2008

Nick Hornby lança livro voltado para público jovem, mas não se afasta de estilo que o consagrou

Talvez o escritor mais pop do mundo, em todo o poder desta expressão, Nick Hornby aporta nas livrarias brasileiras com o seu mais novo lançamento, Slam, voltado para o universo juvenil, tratando de um tema nada amistoso: gravidez na adolescência.

Escritor marcante pela verve irônica e proximidade de seus personagens com a realidade contemporânea, já teve três de suas obras adaptadas ao cinema, como Alta Fidelidade e Um Grande Garoto, todas com sucesso. Com sua fórmula cheia de citações musicais e sentimentos familiares a nossa geração, Hornby criou um público cativo para seus livros, ainda que tenha produzido textos controversos, a exemplo de Uma Longa Queda, de teor adulto e carregado, que também está tomando o caminho das telonas.

Agora, voltando seu trabalho para um público mais jovem: o autor inglês traça a vida de um adolescente que vê suas perspectivas mudarem com a gravidez da namorada. O tratamento dado não chega a ser leve, mas passa longe de ser uma compilação didática do tema ou uma lição moralista sobre os riscos do sexo sem prevenção. Até porque esse tom soaria dissonante de sua obra.

Os conflitos vividos pelo personagem principal, Sam, e sua namorada Alicia surgem genuínos diante da complexa situação que enfrentam, com problemas difíceis de lidar para sua idade, 16 anos. Apaixonado por skate e sem grandes preocupações com o futuro, Sam vê seu mundo mudar drasticamente com o filho que se avizinha. Procurando ajuda com seu “amigo” Tony Hawke [ou melhor, com o pôster do famoso skatista pregado na parede de seu quarto e com quem julga conversar], o protagonista abre espaço para questionamentos sobre mudanças em sua vida e na realidade a sua volta. Afinal, precisa assimilar as angústias e cobranças que crescem junto com a barriga da namorada, e lidar com a nova postura que as mudanças impõem.

Em seus melhores momentos, Hornby repete neste livro a qualidade que o consagrou: falar um pouco de quem o lê e se identifica nas peripécias imaginadas por ele. É até um lugar-comum reconhecer-se em personagens como Will e Rob Fleming. Embora utilize recursos duvidosos para antecipar as agruras de seu novo protagonista, no fundo trata de uma pessoa comum com um problema cada vez mais comum para lidar. E que vive um cotidiano reconhecível: SMS, X-Box, Green Day, Jennifer Aniston e Starbucks.

O autor estabelece um diálogo honesto com os elementos mencionados, tornando desconcertante algumas passagens por serem antes críveis que cômicas. É capaz de basicamente contar a mesma estória várias vezes e ainda assim serem sempre imprevisíveis, pois como cada um de nós, seus personagens levam tombos e quedas na vida. O importante é saber como se levantam. E disso Nick Hornby mostrou que sabe falar como poucos, seja para uma geração ou para outra.

Rafael Galeno





Ora pois!

28 05 2008

O português está de mudança. Não, não é nenhum texto sobre a mudança da corte portuguesa para o Brasil e sim sobre as mudanças que vão acontecer com a língua portuguesa. As mudanças começam em 2009 e vai até 2012 “bagunçando” muito do que conhecemos a respeito da nossa língua portuguesa.
Durante os três anos todos os livros de português serão reformulados para absorver os 21 pontos do acordo firmado entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Brasil, Portugal, Timor Leste, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, países de CPLP discutem a implantação do acordo desde 1990.
último país a aprovar a reforma ortográfica foi Portugal que somente no último dia 16 decidiu aderir a reforma que lá entrarão em vigor dentro de seis anos. O novo acordo deve modificar 1,6% do vocabulário do português de Portugal, contra apenas 0,45% do vocabulário brasileiro e é a quarta reforma no idioma, a primeira neste século contra três no século passado (1911, 1931 e 1945).
Nas mudanças os acentos são as principais vítimas: o acento agudo será retirado das palavras terminadas em eia e oia como “idéia” e “jibóia”. o acento circunflexo é que mais será afetado já que desaparece das terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbo ver, ler, dar e crer e das palavras terminadas com o hiato `oo”.
Além disso o trema vai “morrer” definitivamente e o hífen será aposentado nas palavras que tiverem um segundo elemento começado por “r” ou “s”. As duas letras serão duplicadas. O novo “voo” da língua portuguesa será uma aventura na qual não se tem “ideia” do resultado.

Carlos Rocha





Noé Mendes?

14 05 2008

Você sabe quem foi Noé Mendes? Sabe-se pouco a respeito do professor muito ligado a cultura piauiense e menos ainda a respeito dos trabalhos que estão guardados em um espaço que leva o seu nome. Noé Mendes foi um estudioso da cultura local e também buscou bastante a preservação das manifestações culturais piauienses

 

Noé nasceu no dia 17 de janeiro de 1940, em Simplício Mendes, PI. Diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais, em Filosofia e Teologia ele também foi folclorista, ensaísta e crítico. Em seu lado folclorista publicou livros como Folclore brasileiro: Piauí contando as várias manifestações do nosso folclore. Entretanto, pouco se conhece dos livros do autor e muito menos das peças que foram por ele preservadas. Você sabia que a Universidade Federal do Piauí tem um espaço com o nome de Noé Mendes que guarda peças relacionadas à cultura do nosso Estado?

 

Mesmo em um espaço desgastado pelo tempo e pouco cuidado, já que há pouca visitação pelo menos dá para se ter uma segurança de que pelo menos ele existe. Para quem ficou interessado tem um pouco mais sobre Noé Mendes aqui e aqui. 

Carlos Rocha