Artesanato é destaque na Feira Nação Piauí

18 12 2008

O Programa de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Prodart) participa da IV Feira de Arte e Cultura da Nação Piauí, que começa nesta sexta-feira, 12, e prossegue até domingo, 14, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília, e tem como tema Agricultura Familiar, Negócios e Turismo.

A idéia da feira é destacar a importância desses setores para a economia do Piauí, enfatizando a qualidade e as oportunidades de negócios à produção de base familiar. O Prodart participa da feira com estandes para divulgação e comercialização de produtos regionais como: tecelagem, arte santeira, bordados, biojóias, cestaria em trançado, alimentos, bebidas e arte santeira.

Na feira, estará representado o artesanato produzido nos municípios de Norte a Sul do Estado, com especial destaque para as jóias confeccionadas com a opala de Pedro II, a 192 km de Teresina.

A primeira edição da Feira Nação Piauí foi realizada há quatro anos. Em 2008, o evento toma dimensão mais ampla, com a expectativa de atrair um público de mais de 60 mil pessoas.

Para a diretora do Prodart, Besileide Claudino, “esse é um dos maiores eventos que se pode destacar, com o melhor da arte artesanal que os piauienses têm a oferecer, além de gerar renda para os artesãos”.

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I Festival de Rabeca do Piauí aconteceu neste final de semana em Bom Jesus

17 12 2008

Temperaturas mais elevadas do Brasil e Poços Jorrantes ricos em água. Esse foiac o cenário para o I Festival de Rabeca do Piauí que acontece na cida de Bom Jesus, localizada a 635 km da capital Teresina. O Festival aconteceu de 12 a 14 de dezembro, na Praça do Fórum e contemplou a rabeca brasileira em toda a sua diversidade, bem como outras manifestações do violino popular.

O Festival foi um espetáculo aberto ao público com apresentação de shows, exposições sobre H. Dobal e Torquato Neto e ainda oficinas de teatro, vídeo, danças tradicionais e elaboração de projetos culturais.

O evento é transformou o Piauí nestes 03 dias, em ponto de convergência da cultura rabequeira, fazendo a trajetória histórica do instrumento no Brasil e em outros lugares do mundo, bem como um apanhado do primoroso processo artesanal de construção da rabeca, além da situação dos rabequeiros no cenário musical contemporâneo.





Embaixador da Líbia visita feira dos piauienses em Brasília

16 12 2008

O embaixador da Líbia no Oriente Médio, Salem Omar Ezubedi, visitou, na noite de sexta-feira, a IV Feira de Arte e Cultura da Nação Piauí, que acontece até domingo, no Brasil 21, ao lado da feira da torre, em Brasília. Ele disse que a Líbia tem interesse em reforçar o intercâmbio cultural e econômico com o Piauí. O embaixador degustou alguns produtos feitos à base de caju, como cajuína, rapadura de caju e cajus cristalizados, e ficou interessado na cerâmica da Serra da Capivara, produzida em São Raimundo Nonato.

O embaixador conheceu ainda as jóias feitas da opala de Pedro II, o alambique móvel de produção de cachaça e a fábrica de farinha de mandioca do Senar do Piauí. Junto com Acilino Ribeiro, Salem Omar Ezubedi, apesar de não falar fluentemente português, fez perguntas sobre a produção de cachaça e visitou o estande de Campo Maior, onde buscou informações sobre o artesanato de couro, carne-de-sol e Maria-isabel.

Neste sábado, já houve o desfile de moda indígena Mandu Ladino para resgatar a memória dos índios piauienses e uma apresentação do Balandê Baião, de Monsenhor Gil, que foram transmitidos ao vivo pelo programa DFTV, da Rede Globo, em Brasília. Aconteceram também as apresentações de bandas e artistas piauienses apoiados pela Fundação Cultural do Piauí, como Valeduaté, Batuque Elétrico, Darlene Viana e Jorjão, Cláudia Simone, Assis Bezerra e Fernando Felipe.

Este ano, a feira da Nação Piauí inovou também com a apresentação do vinho de caju seco e suave de caju e com a exibição de um Museu Taxidérmico, que levou para a Capital Federal um novo conceito desta arte de restaurar animais com aspecto de vivo. Com isso, a Taxidermia deixa de existir apenas como obra de arte e de estudo científico para se transformar em vetor da preservação ambiental e de desenvolvimento econômico e social no semi-árido e nas regiões ribeirinhas.

O deputado distrital Milton Barbosa, que é da cidade de Canto do Buriti e já foi delegado de polícia no Distrito Federal, também visitou a feira de Arte e Cultura dos piauienses, além de muitas outras autoridades e um público muito grande.

Com dados do Notícias Piauí





Curto e Grosso

15 12 2008

[REC, 2007]

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Rapaz, para que fazer duas horas e pouco de um filme atolado de clichês e personagens descartáveis. Pior ainda é preencher esse tempo com um clima desnecessário de tensão-anti-tesão que na imaginação inocente da produção funciona, mas que acaba enfadando o espectador.  Filmes de terror são assim, em sua grande maioria, até mesmo os ditos clássicos B. Falas idiotas, piadinhas para tentar segurar a platéia e uns baldes de sangue que podem satisfazer alguns sedentos. Claro, qualquer fan-gore entende muito bem que isso faz parte do gênero cinematográfico e até esquece que enquanto isso na literatura, e até nos quadrinhos, obras de horror são mais deliciosas, menos gratuitas, e o melhor, curtas e grossas.

REC, filme espanhol dos diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza, segue essa linha a risca em suas uma hora e poucos minutos de duração, como num simples conto despretensioso capaz de cativar e surpreender. Num estilo documental, algo já explorado em obras polêmicas como Cannibal Holocaust (inédito no Brasil de tão brutal) e Bruxa de Blair, o filme nos guia pelo olhar do câmera Pablo e das falas redundantes da jornalista Angela que acompanham a rotina monótona de uma noite de plantão dos bombeiros, até que uma simples chamada em um prédio residencial se torna “o” pesadelo quando o local se transforma numa área de quarentena.

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Sem tirar e nem pôr, a obra funciona a cada movimento de câmera durantes seus planos seqüências, na iluminação e na edição do áudio que completam a construção de um ambiente claustrofóbico e sofrido para quem acompanha.  As atuações e a forma como os personagens são construídos também ajudam bastante para o desenvolvimento da trama pé-no-chão, e do conceito do filme [que consegue transpor até alguns questões relevantes ao fazer documentário – morte, parcialidade, o dever de registrar os fatos…].

Apesar de uns clichês bem básicos de sustos, nenhum deles é capaz de estragar a experiência voyerista do espectador que se contorce de inquietação em todas as reviravoltas. E o final ainda guarda boas surpresas para spoilers futuros.

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Com tantos bons elementos na construção de seu clima, até esquecemos que REC é um filme de zumbis. Ele consegue transpor essa barreira sub-genérica e  monta um pequeno clássico do terror [como uma música punk perfeita].

Infelizmente, devido ao grande sucesso [e lucro] do filme espanhol, ele sofrerá no próximo ano uma americanização em uma refilmagem nos Estados Unidos. Nem imagino o que eles podem acrescentar a obra, a não ser umas verdinhas a mais, mas tirar… Dica? Baixe na internet a versão americana [na cara de pau mesmo] e assista REC na sala escura do cinema ou no seu home theatre quando lançarem o DVD. Vai valer cada mísero minuto de sua vida.

Dario Mesquita