Litoral do Piauí é destaque nacional

30 10 2008

O jornal “O Estado de São Paulo” apresentou esta semana uma série de reportagens sobre o Piauí. Para ser mais exato sobre o litoral piauiense. A série de reportagens também trás dados sobre Paraníba e também sobre o caranguejo, com o velho rótulo de exótico, mas tudo bem.

Sobre Parnaíba vale destacar a fala da historiadora Claudete Dias. “Há poucas pesquisas sobre a história específica de nosso Estado”. A afirmação é feita quando se trata sobre o “controverso” Dia do Piauí. Já a respeito das praias a matéria traz um texto lisonjeiro. “Mas adotar a estratégia de visita relâmpago em um lugar assim tão especial é um equívoco turístico difícil de justificar”, diz a matéria.

O texto sobre o delta é o melhor. Traz algumas descrições que mesmo eu sendo de Parnaíba não tinha observado no Delta.

Você pode ler aqui o texto sobre o Delta do Parnaíba.
Neste link está o texto sobre Parnaíba.
Já neste aqui o texto sobre o litoral piauiense.

Carlos Rocha

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Edital estadual de incentivo a cultura está aberto

29 10 2008

O edital para o Sistema de Incentivo Estadual de Incentivo a Cultura já está valendo.  O edital faz parte do mecanismo do Fundo de Incentivo à Cultura para pessoas físicas e jurídicas. As inscrições irão até o dia 24 de novembro de 2008. O SIEC é a Lei de Incentivo do Governo do Estado, existente desde 1997.

Este edital dispõe do valor de R$ 1.750.000,00, distribuídos por área: Música (20%); Artes cênicas – teatro, dança, circo, ópera e performance (20%); Fotografia, cinema e vídeo (10%); Artes Plásticas e artes gráficas (5%); Folclore e artesanato (10%); Pesquisa e Documentação (5%); Literatura (20%); Patrimônio histórico, artístico e ambiental (5%).

O Edital e o Formulário do SIEC estarão disponíveis do site da Fundac http://www.fundac.pi.gov.br a partir do dia do lançamento (quinta-feira – 23/10). Os projetos inscritos serão avaliados pelo Conselho Deliberativo do SIEC.

Carlos Rocha





Vídeo piauiense é finalista em competição do Canal Futura

19 10 2008

Um trabalho produzido pela estudante piauiense de Comunicação, Patrícia Klein, está entre os três finalistas da Competição de Vídeos De Olho no Clima, promovida pelo British Council e o Canal Futura. Se for a vencedora da última etapa do concurso, a estudante ganhará uma viagem para Londres, onde conhecerá projetos desenvolvidos lá no que se refere à preservação ambiental.

No vídeo “Ação em Rede”, que tem 5 minutos e é o segundo produzido pela estudante para a competição, a jovem mostra exemplos de três pessoas que moram em Teresina e que, com ações simples – como a coleta seletiva feita por uma dona de casa – contribuem para a questão ambiental. No vídeo anterior, produzido para a primeira etapa do concurso, Patrícia abordou a temática do grão de areia, também simbolizando pequenas ações que podem interferir no mundo e no seu futuro.

“Eu queria continuar com a temática do grão de areia, mas decidi mostrar pequenas ações que são importantes para o meio ambiente”, disse ela, acrescentando ainda que, em setembro, foi ao Rio de Janeiro, participar de uma oficina de vídeos no Canal Futura, como premiação por ter sido classificada na primeira etapa do concurso. Além disso, recebeu recursos para que o segundo vídeo fosse produzido de forma mais profissional, já que o primeiro foi feito com uma câmera digital comum.

Agora, Patrícia Klein faz campanha para que os piauienses ajudem-na ganhar a final do concurso e poder conhecer idéias interessantes de fora que poderão ser trazidas e adaptadas para o estado.

Para votar, é necessário clicar nas estrelinhas que há no site do youtube e postar um comentário avaliando o trabalho. No comentário, é necessário colocar uma identificação, que deve ser a mesma de um cadastro realizado antes no site do De Olho no Clima. Quem votar, concorrerá a prêmios. Para ver o vídeo clique aqui.

Fernanda Dino / Acesse Piauí

Edição Carlos Rocha





Canastrice muita é pouca

16 10 2008

[Tropical Thunder, 2008]

Antes de ser uma tão sonhada indústria dos sonhos, Holywood é nada mais do que uma máquina de fabricar dinheiro a base do imaginário popular. Assim, de um lado entram idéias [ditas] tocantes e criativas, para que do outro lado saiam verdinhas que inflamam [ou não] os egos de uns. Ok, a descrição pode estar meio “abaixo-ao-capitalismo”, mas é assim que a roda gira, e assim deve seguir para poder se sustentar [e é disso que o cinema brasileiro ainda precisa, sair do ideal de cinema de autor que vive debaixo das asas dos incentivos do governo, mas nisso não quero tocar no momento].

O problema é saber o limite de toda essa indústria, que por trás esconde seus maiores defeitos e seus shows de canastrices colossais. É esse lado oculto [ok, nem tão oculto!] que Tropical Thunder tenta satirizar, e consegue, dando origem a uma das mais inspiradas comédias dos últimos anos [o que não deve ser tão difícil diante de tantos pastelões =T]. Dirigido, roteirizado e estrelado por Ben Stiller, a película narra os bastidores desastrosos das filmagens de um filme de guerra no vietnam baseado em fatos reais, que tem na direção o cineasta inexperiente Damien Cockburn (Steve Coogan) diante de um elenco de estrelas problemáticas formado pelo  decadente astro de ação Tugg Speedman (Ben Stiller), pelo comediante junkie Jeff Portnoy (Jack Black) e pelo excêntrico Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.).

Com um orçamento de mais de 100 milhões e um cronograma atrasado em 15 dias depois de uma semana de filmagens, o diretor tenta seu último recurso e joga seu elenco no meio da mata para obter alguma cena “real” com equipamento amador. Só tudo dá errado e o quer era para ser mais um canastrice do cinema se torna real e os atores ficam a mercê de guerrilheiros [e traficantes] locais.

Daí começa um remendo sem fim que copia descaradamente outros filmes de guerra/ação. [e nem Missão Impossível escapa!] Não chega a ser a uma homenagem, mas sim uma forma sutil de lembrar que ali dentro tudo se copia ou se reinventa, diante de uma “crise criativa” onde culpam uma tal de cultura pós-moderna onde o cult é fazer referências ao passado [se quer saber uma diferença clara entre copiar e homenagear, assista aos filmes do Quentin Tarantino, e você saberá a diferença]. Mais explícitos são os estereótipos criados em volta dos deficientes mentais e asiáticos, que querendo ou não, são levados com felizes piadas contra o politicamente correto, que servem ainda para representar a indiferença da industria do cinema diante do diferente [afinal, é um filme que fala sobre como fazer um filme… ou quase isso].

E o elenco não poderia ser melhor. Ben Stiller finalmente conseguiu fazer um atuação que me agrade, sem muito esforço claro, afinal, é ele mesmo que está ali, lutando contra suas limitações como ator dramático. Downey emenda mais um sucesso depois de Iron Man e prova saber como se faz humor inteligente. Jack Black cumpre seu papel, apesar de menor, mas suficientemente válido para provar que ele pode fazer algo que não seja comédia feijão com arroz. Já a surpresa fica com o quase irreconhecível Tom Cruise como o famigerado produtor do filme, que se acha deus e que de dez palavras pronunciadas, nove lhe xingam e uma manda você tomar no c*.

Enfim, em Tropical Thunder, Holywood não é apenas se fabrica dinheiro ou sonhos, mas também de muita inutilidade e oportunismo. [E não é a toa que críticas como as South Park sobre o novo Indiana Jones surgem. Afinal, que filme medonho aquele o.O. Há quem goste, mas aquela cena com os macaquinhos…].

Dario Mesquita





Cabesativa na mídia nacional

16 10 2008

A banda piauiense Cabesativa apareceu no programa Caldeirão do Huck. OK, esqueça o fato do Caldeirão do Huck e pense apenas que é um programa nacional divulgando uma banda piauiense. No vídeo aparece  um pouco da história da banda e também as influências como Bob Marley, Rage Against the Machine, O Rappa, Marcelo D2. Como os sites de busca são verdadeiras “mães”, você pode ver aqui mais sobre a banda.





Chuta Rabos!

3 10 2008

Quem leu quadrinhos por quase toda década de 1990 se lembra muito bem. Principalmente aqueles que tentaram acompanhar, corajosos que faltavam rasgar suas revistas e enviar cartas bombas ao editores de editoras como Marvel e DC. Nesse fadado período, em meio a mega eventos e crises de venda, muito se difundiu o conceito de personagens humanos nos quadrinhos, inspirados na linha de narrativa de algumas obras do final da década de 1980, especialmente Watchman.

O problema era que nem todos tinham o tino que gente como Alan Moore ou Frank Miller. O problema era também que na verdade eles não entendiam bem o que na verdade era o diabo de um personagem mais humano. Daí dá-lhe Homem Aranha metido num dramalhão sem fim. Dá-lhe X-men metidos numa novela mexicana sem fim. E finalmente, fodam-se personagens clássicos como Batman e Superman que vão parar no saco.

Enfim, grande parte dos editores sacaram que super herói humano era super herói que apanhava até se chorar ou babar sangue nos litros. E isso dava nos nervos! Eu mesmo sou incapaz de citar algum autor de respeito dessa fase, digo, autor que se destaque. Pessoas de calibre grosso de hoje em dia, naqueles tempos estavam engatinhando em publicações menores e vendo de longe a bagaça correr. Entre esse povo estavam pessoas como o escocês Mark Millar, uns dos que deram o ponta-pé na mudança no mercado de quadrinhos de super heróis americanos depois de 2000, e que recentemente, junto com John Romita Jr., criou a publicação Kick-Ass. Uma revista que, por mim, ensina tin-por-tin como deveriam ser os chamados heróis humanos na década de 1990.

Antes, quero dizer que Millar é um daqueles autores que entendem sobre a mitologia moderna que há por trás dos heróis dos quadrinhos, e que super heróis são superiores as pessoas comuns, o que torna sua contextualização na realidade algo absurdo. E é assim que Millar tratar suas criações.

Em Kick-Ass ele e Romita Jr. retratam Dave Lizewski, um jovem nerd americano e fã de tranqueiras pop, que decide ao acaso se tornar um vigilante da noite. Não por vingança ou por ter poderes que lhe dêem responsabilidades, mas por puro prazer e por adorar heróis. Ora, seguindo o pensamento do personagem: porque todo mundo quer imitar os astros babacas e inúteis da TV e não os heróis? Por que as pessoas só pensam em ter lucros diante de uma vida entediante e escrava enquanto elas poderiam viver em liberdade e ainda ajudando as pessoas?

 

Munido apenas de um bastão de beisebol e um pouco de coragem, Dave dá rosto ao “super herói” verdadeiramente humano, comum, sem poderes e apenas o desejo de ter uma vida incomum. Ele apanha [e como!!!], tem medo, é destreinado e se acaba todo para conciliar sua vida comum com as suas noites de aventura. E nem precisa de dramalhão ou novela mexicana, mas muito sacarmos, pela voz do próprio Dave que dialogo com o leitor, e uma ótima narrativa aliada ao traço autoral de Romita Jr. [que soube evoluir bem nesses anos de carreira].

A revista além de agradar bastante, de finalmente mostrar o que é ser um herói comum, serve como também como uma homenagem aos leitores, especialmente os hard-cores que tiveram que agüentar a década de 1990. Kick-Ass não pode ser considerado lá um clássico, mas por mim é. Sua primeira edição, ainda inédita no Brasil, é um exemplo de como fazer quadrinhos curto e grosso com qualidade, sem precisar extrapolar com personagens musculosos ou com espírito de grandeza em situações irreais. Simples, direto e sádico, Kick-Ass é mais um grande acerto de Millar nos quadrinhos, depois de Supremos e sua fase no Authority [que morreu depois de sua saída].

Uma adaptação cinematográfica da obra já esta a caminho, mas que se dane. Faça o possível para ler a revista antes de ver o filme. Não se iluda, Kick-Ass é obra feita para ser lida no papel [ou na tela do monitor através de Scans =p], e não na película. 

Dario Mesquita





Oeiras participa de exposição

1 10 2008

Até o dia 9 de outubro acontece em Forteleza a ExpoMonumenta, exposição de resultados do Programa Monumenta, do Ministério da Cultura/Iphan, desenvolvido com financiamento do BID, estados e prefeituras, e realizada em parceria com a UNESCO. No Piauí, a cidade de Oeiras é beneficiada pelo projeto.

Serão 48 painéis que destacam a atuação do Monumenta em prol da conservação de sítios e conjuntos históricos urbanos. O projeto está presente em 26 cidades e até agora já realizou 168 obras em monumentos de 150 espaços públicos. O programa viabilizou um total de 52 projetos de promoção de atividades econômicas em sítios históricos, bem como a formação de 34 mestres artífices em restauração, além de realizar seminários de treinamento para as prefeituras.

Outras estratégias foram desenvolvidas pelo Monumenta, como recursos para 22 iniciativas de formação e capacitação profissional em 21 cidades – que beneficiaram 1700 pessoas – e a criação de 21 fundos municipais de preservação.

A exposição do Monumenta já participou da 7ª Bienal de Arquitetura de São Paulo, e passou por várias cidades como São Francisco do Sul (SC), Belo Horizonte (MG), Ouro Preto (MG), Diamantina (MG), Porto Alegre (RS), Pelotas (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Brasília (DF) e Cachoeira(BA).