Piauí tem três áreas tombadas pelo Iphan

25 09 2008

O Piauí é o primeiro Estado do Brasil a receber uma ação integrada de tombamento de patrimônio. O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tombou na semana passada, de uma só vez, três áreas que se tornaram patrimônio cultural do país.

Receberam o título a Floresta Fóssil do rio Poti e a ponte metálica João Luis Ferreira, em Teresina, e o Conjunto Histórico e Paisagístico de Parnaíba, no interior do Estado.

Segundo o Iphan, a floresta é um sítio do período paleontológico de reconhecido interesse científico, em razão da raridade dessa ocorrência na natureza.A ponte metálica é um dos símbolos de Teresina. Liga a capital do Piauí à cidade maranhense de Timon.

O centro histórico de Parnaíba possui um conjunto de imóveis, ruas e espaços ilustrativos da história do município, elevado à categoria de cidade no século 19.

O tombamento é o instrumento legal que garante a preservação de espaço significativo para a cultura do país, seja ele público ou privado, em razão do interesse coletivo.

“Não tínhamos conseguido criar uma estratégia para pensar no Estado como um todo. Verificar acidentes naturais e ocorrências históricas e proteger e valorizar esses bens em parceria com instâncias locais. É isso que formalizamos com o Piauí”, disse o diretor de patrimônio material e fiscalização do Iphan, Dalmo Vieira Filho.

Ele afirmou que outros processos de tombamento integrado de bens estão em andamento em Mato Grosso, Santa Catarina e Paraíba.

Segundo o Iphan, há hoje no país 1.110 bens tombados cadastrados, em 274 cidades. Além dos bens, há 82 conjuntos históricos tombados.

Fonte: Folha de São Paulo

Carlos Rocha





Uma ação no Piauí

24 09 2008

O programa Ação, da Rede Globo, apresentou neste sábado as ações culturais e sociais executadas em São Raimundo Nonato pela Fundação do Homem Americano.  A oportunidade é oferecida pelo Pro-Arte, uma escola de arte e educação da Fundação Museu do Homem Americano e beneficia crianças e jovens.

“O Pro-Arte Fundam nasceu de uma urgência. Anteriormente, nós tínhamos as escolas básicas que eram as escolas básicas e a educação patrimonial financiada pelo governo italiano. Com o passar do tempo, nós perdemos esse financiamento e não tínhamos mais condições de manter essas escolas básicas e foi aí que surgiu o Pro-Arte, dessa urgência de não parar um trabalho educacional”, disse Marian Helen Rodrigues, coordenadora do Pró-Arte.

Além disso o programa também trouxe a história da atuação da Fundação do Homem Americano na Serra da Capivara. “A gente está no boqueirão da pedra furada, o BPF, aqui foi realizada uma escavação que durou dez anos. Esse sítio, na verdade, é um sítio modelo, não só para São Raimundo, como para a arqueologia, então, aqui foi encontrado o material que foi datado o mais antigo das Américas, então é um sítio modelo, e nesse sítio é encontrada a maior concentração de pinturas rupestres do mundo, são cerca de 1.200 pinturas na cor amarelo, branco, cinza e vermelho”, diz Leandro que começou na fundação como jardineiro, passou a ajudar na limpeza de material arqueológico e hoje é guia do Parque Nacional.

A fundação formou uma equipe de conservação de pintura rupestre. Os técnicos desenvolveram um tipo de pingadeira, para evitar que a água danifique as pinturas. “Foi feito um desvio lá em cima, com um material que a gente começou a trabalhar e a gente descobriu que é uma massa plástica, encontrada em qualquer lugar, qualquer comércio”, diz Jorlan Oliveira, coordenador da equipe de conservação.

Para ver mais clique aqui, aqui e aqui.

Carlos Rocha





Quente no começo, morno pela metade, glacial no final

23 09 2008

[Wanted, 2008]

Penso que o título acima resume muito bem o clima do filme O Procurado, do diretor russo Timur Bekmambetov (Guardiões da Noite), uma adaptação da HQ homônima do genial Mark Millar, que no final das contas, não se mostrou tão bom na tela grande  como nos quadrinhos [mas conseguiu uma graninha gorda para outros projetos em Hollywood]. Estrelado por James McAvoy, como Wesley Gibson, Angelina Jolie, como Fox e Morgan Freeman, como Sloan, este filme  deixa muito a desejar não apenas como adaptação, mas mais ainda como um filme de ação que se propõe a ser.

Aqui temos Wesley Gibson, um típico fracassado, corno e inútil americano que da noite para o dia descobre que seu pai era um dos maiores assassinos do mundo, membro de uma milenar sociedade secreta de tecelões (!!!), a Fraternidade, liderada por Sloan, que faz o trabalho sujo de matar aqueles que venham a quebrar a ordem do mundo (aff…). Para se vingar da morte do pai, Wesley  será treinado por Fox para despertar seu instinto natural de assassino. Nada haver com o fantástico conceito original da série de criar um mundo onde os super-vilões dominam o mundo secretamente, podendo fazer o cão acontecer, matar e estuprar inocentes, invadir realidades paralelas, roubar, estoquir…

Tudo bem que o contexto do filme deveria ser mais realista, mas não precisa ser tão “purista” diante do leque de insanidades e crueza que os textos de Millar tem nos quadrinhos. Porra, o cara criou a série Supremos, uma das melhores coisas da Marvel durante séculos. Para variar, as cenas de ação são completamente dependentes de efeitos computadorizados para ter alguma emoção, um mal já conhecido do diretor. O início começa empolgando ao menos na ação, mas depois… Entra e sai um clima meio dramalhão, o momentos de ação ficam repetitivos e focam mais nas curvas das balas do que na habilidade de quem as dispara. Um erro que nem o pior dos faroestes consegue cometer [exagero].

Para variar o prato, temos personagens chatos. CHATOS MESMO. O único salvador da pátria é mesmo Wesley Gibson. Nem as curvas de Angelina Jolie salvam a apagada Fox. Mas com uma reca de anti heróis na tela e só consegue se salvar é dose.

Enfim, se quer filme de ação bom mesmo, recomendo Mandando Bala,  de Michael Davis, com Clive Owen e Monica Bellucci. Este sim não tem frescura, e não tem vergonha de ter um roteiro ridículo e situação idem, sabe fazer piada de si mesmo e consegue ser anos luz mais criativo em ação do que carros e balas computadorizadas dando piruetas. Fim! [sim, fiquei fulo mesmo vendo esse filme].

Dario Mesquita





Teatro João Paulo II aborda história da dança na 3ª edição do Mapas do Corpo

22 09 2008

O projeto Mapas do Corpo, que acontece durante toda semana no Teatro Municipal João Paulo II, inicia nesta segunda-feira, 22, a partir das 20h, com o encontro-palestra “H da Dança – A dança do passado no presente” do coreógrafo e bailarino Marcelo Evelin.

Aberta ao público, o diálogo deverá acontecer de forma descontraída, com vídeos retirados do Youtube – site na Internet que permite que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital. “Quero focar na idéia de acessibilidade da dança para mostrar que tudo ali está disponível para qualquer um”, explica o coreógrafo.

Abordando o século XX, teoricamente “o século em que o corpo foi inventado”, Marcelo irá expor estórias de coreógrafos como Trisha Brown, Mary Wigman, Tatsumi Hijikata, William Forsythe e Merce Cunningham, apontando suas especificidades, formas de criar/apresentar dança e as influências e ligações entre um e outro para tentar chegar ao lugar de contaminação do mundo atual. “Serão na maioria artistas europeus e americanos, onde a dança contemporânea surgiu e se estabeleceu”, disse.

“Só podemos falar de passado com um olhar atual, de agora, do presente – então não é passado, tudo se torna presente”, refletiu Marcelo.

Semana de atividades no TMJP2

Em sua terceira edição, o Mapas do Corpo acontece com atividades diárias no TMJP2, de 22 a 29 de setembro, e traz como convidados Rafael Alvarez, de Portugal, com “Última Chamada”, viabilizado através de parceria com o Instituto Camões, e a jornalista especializada em dança, escritora e crítica do jornal O Estado de São Paulo, Helena Katz, que lança seu livro “Um, Dois, Três. A Dança é o Pensamento do Corpo”seguida de palestra aberta ao público.

por Mariana Gonçalves





Brasil Sertões passa por Teresina

18 09 2008

O pianista Arthur Moreira Lima encerrou na noite do dia (10) a turnê que fez pelo Piauí com o projeto “Um Piano pela Estrada”. No estado, ele percorreu as cidades de Corrente, Bom Jesus, São Raimundo Nonato, Picos, Floriano, Oeiras, Barras, Pedro II, Esperantina e União.

Antes da sua apresentação, em entrevista coletiva à imprensa, Arthur Moreira Lima lembrou de uma das apresentações que já fez pelo Brasil e que lhe comoveu. “Foi em uma cidade pequena em Pernambuco, na qual o prefeito era uma pessoa bem simples e após o show me disse que não entendia nada de música, mas havia levado o show para a cidade dele por julgar importante e me falou: não sabia que era tão lindo. Ouvir isso é muito gratificante”, disse ele.

Várias pessoas lotaram as escadas da Igreja São Benedito, em Teresina, para ouvir o concerto, que trouxe canções como “Jesus, alegria dos homens”, de Johann Sebastian Bach e “Sonata ao luar”, de Beethoven. Outras chegaram cedo e sentaram-se nas cadeiras colocadas em frente ao palco – um caminhão que se abre e se transforma em palco por onde o pianista leva o projeto – e até brigaram com quem tentou entrar na frente e tirar algumas fotos mais de perto – eu, por exemplo.

A apresentação foi emocionante, mesmo para mim – e, imagino, para muitas daquelas pessoas – que não entendo muito de música.

Para ver mais fotos clique aqui e aqui.

Fernanda Dino
Com edição de Carlos Rocha





Boca da Noite traz músico Rubens Figueiredo nesta quarta

17 09 2008

Nesta quarta-feira, se apresenta no projeto Boca da Noite o cantor Rubens Figueiredo. O projeto acontece todas às quartas-feiras às 19 horas no espaço cultural Osório Júnior, que fica no Clube dos Diários.

Sobre a atração desta quarta-feira, Rubens Figueiredo é Teresinense, tocou em bandas de baile, já que era de uma família de músicos. Liderou e tocou nas bandas Vasos Problemáticos, Dois Galos e um Golfinho e Mãezoca News, fazendo o circuito da capital e do interior do estado. A carreira solo teve início com o show “Cabôco Antenado”, em 1997. Também em 97 participou do Theresina Jazz Festival, abrindo o show de Johny Alf e dividindo palco com nomes como Leny Andrade, Cristiano Pinho, Geraldo Brito e Luisão Paiva

Morou em São Paulo onde lançou o CD “A ignorância não é o pior dos males”com a participação dos talentosos  Webster Santos (guitarra) e Jorge Oscar (baixo acústico). O cantor prepara atualmente o seu segundo CD com uma mistura entre samba, o jazz, a música eletrônica e um pouco de Nordeste.

Para mais dados sobre Rubens Figueiredo clique aqui.

Carlos Rocha





Burocracia na apresentação de projetos culturais diminui

11 09 2008

A partir de agora, produtores culturais poderão inscrever seus projetos de forma mais simplificada no Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A mudança foi publicada no dia 5 de setembro, através do Diário Oficial da União, e revoga a atual portaria que dita regras para a entrada de projetos na Lei Rouanet. Com essa medida, o ministro desburocratiza as inscrições de projetos e permite mais agilidade quanto, por exemplo, na apresentação de documentos de cessão de direitos autorais no ato da inscrição de projetos culturais. Agora, será necessária a apresentação apenas da carta de anuência do proprietário ou detentor de direitos.

Outra mudança significativa é o fato de que, no ato da inscrição de projetos, não serão mais exigidos os termos de anuência dos artistas ou grupos culturais envolvidos com a proposta. Será pedida apenas a ficha técnica e o currículo do diretor e dos artistas ou grupos culturais que se apresentarão.  Também não será mais necessário o termo de compromisso com confirmação da pauta dos teatros que abrigarão os espetáculos. O termo só será exigido quanto quando os locais forem espaços públicos.

Segundo o ministro da cultura, Juca Ferreira, a portaria anterior trazia obstáculos burocráticos à tramitação dos processos no Ministério da Cultura. “Esta é uma medida de racionalização, simplificação e atendimento da demanda dos produtores. É uma medida preliminar que não nega os passos seguintes que a gente vai dar no sentido de obter mais agilidade, eficiência e qualidade no funcionamento da Lei Rouanet.”

Conheça mais das mudanças aqui.

Carlos Rocha