Canastrice muita é pouca

16 10 2008

[Tropical Thunder, 2008]

Antes de ser uma tão sonhada indústria dos sonhos, Holywood é nada mais do que uma máquina de fabricar dinheiro a base do imaginário popular. Assim, de um lado entram idéias [ditas] tocantes e criativas, para que do outro lado saiam verdinhas que inflamam [ou não] os egos de uns. Ok, a descrição pode estar meio “abaixo-ao-capitalismo”, mas é assim que a roda gira, e assim deve seguir para poder se sustentar [e é disso que o cinema brasileiro ainda precisa, sair do ideal de cinema de autor que vive debaixo das asas dos incentivos do governo, mas nisso não quero tocar no momento].

O problema é saber o limite de toda essa indústria, que por trás esconde seus maiores defeitos e seus shows de canastrices colossais. É esse lado oculto [ok, nem tão oculto!] que Tropical Thunder tenta satirizar, e consegue, dando origem a uma das mais inspiradas comédias dos últimos anos [o que não deve ser tão difícil diante de tantos pastelões =T]. Dirigido, roteirizado e estrelado por Ben Stiller, a película narra os bastidores desastrosos das filmagens de um filme de guerra no vietnam baseado em fatos reais, que tem na direção o cineasta inexperiente Damien Cockburn (Steve Coogan) diante de um elenco de estrelas problemáticas formado pelo  decadente astro de ação Tugg Speedman (Ben Stiller), pelo comediante junkie Jeff Portnoy (Jack Black) e pelo excêntrico Kirk Lazarus (Robert Downey Jr.).

Com um orçamento de mais de 100 milhões e um cronograma atrasado em 15 dias depois de uma semana de filmagens, o diretor tenta seu último recurso e joga seu elenco no meio da mata para obter alguma cena “real” com equipamento amador. Só tudo dá errado e o quer era para ser mais um canastrice do cinema se torna real e os atores ficam a mercê de guerrilheiros [e traficantes] locais.

Daí começa um remendo sem fim que copia descaradamente outros filmes de guerra/ação. [e nem Missão Impossível escapa!] Não chega a ser a uma homenagem, mas sim uma forma sutil de lembrar que ali dentro tudo se copia ou se reinventa, diante de uma “crise criativa” onde culpam uma tal de cultura pós-moderna onde o cult é fazer referências ao passado [se quer saber uma diferença clara entre copiar e homenagear, assista aos filmes do Quentin Tarantino, e você saberá a diferença]. Mais explícitos são os estereótipos criados em volta dos deficientes mentais e asiáticos, que querendo ou não, são levados com felizes piadas contra o politicamente correto, que servem ainda para representar a indiferença da industria do cinema diante do diferente [afinal, é um filme que fala sobre como fazer um filme... ou quase isso].

E o elenco não poderia ser melhor. Ben Stiller finalmente conseguiu fazer um atuação que me agrade, sem muito esforço claro, afinal, é ele mesmo que está ali, lutando contra suas limitações como ator dramático. Downey emenda mais um sucesso depois de Iron Man e prova saber como se faz humor inteligente. Jack Black cumpre seu papel, apesar de menor, mas suficientemente válido para provar que ele pode fazer algo que não seja comédia feijão com arroz. Já a surpresa fica com o quase irreconhecível Tom Cruise como o famigerado produtor do filme, que se acha deus e que de dez palavras pronunciadas, nove lhe xingam e uma manda você tomar no c*.

Enfim, em Tropical Thunder, Holywood não é apenas se fabrica dinheiro ou sonhos, mas também de muita inutilidade e oportunismo. [E não é a toa que críticas como as South Park sobre o novo Indiana Jones surgem. Afinal, que filme medonho aquele o.O. Há quem goste, mas aquela cena com os macaquinhos...].

Dario Mesquita





Cabesativa na mídia nacional

16 10 2008

A banda piauiense Cabesativa apareceu no programa Caldeirão do Huck. OK, esqueça o fato do Caldeirão do Huck e pense apenas que é um programa nacional divulgando uma banda piauiense. No vídeo aparece  um pouco da história da banda e também as influências como Bob Marley, Rage Against the Machine, O Rappa, Marcelo D2. Como os sites de busca são verdadeiras “mães”, você pode ver aqui mais sobre a banda.